Billie Joe e Paul Westerberg

O Green Day e The Replacements começaram como bandas de punk snotty.  Os vocalistas – amigos de longa data – falam sobre adoração de herói, protelando “suicídio criativo”, e percebem que você está cantando a letra errada por 24 anos.

SPIN: Vocês dois se conhecem a um tempo. Vocês se lembram quando se encontraram?

BILLIE JOE ARMSTRONG: Foi durante a turnê Eventually. Eu fui para ver você.

SPIN: Então, isto é 1996, quando o Green Day tinha sido enorme por um par de anos. Paul, você era familiarizado com eles?

PAUL WESTERBERG: Eu não sei se eu ouvi a música dele antes de nos conhecermos. Eu estava provavelmente com medo de olhar para trás, todo mundo estava ganhando. Se você está tentando seguir em frente, então olhe em volta e veja 100 bandas fazendo novas coisas e fazendo você ficar fora de moda, você pensará, “Porque eu começei isso mesmo?”, se eu pensei, “Oh, Pixie está fazendo melhor que nós, Kurt soa melhor que eu nisso”, isso pode provocar o seu ego. Você deve fixar suas armas. Eu me lembro de você lá, em pé, e aparentemente fora do lugar porque você era jovem demais e mais descolado que a maioria das pessoas na sala. Minha audiência estava começando a amadurecer, e quando eu deixei o The Replacements, um monte de pessoas se viraram para mim. Eu me senti afortunado que o garoto parecia gostar do que eu estava fazendo e não foi foi 50 anos com um dia de trabalho.

ARMSTRONG: Eu estava apenas me tornando um fã. Eu sempre fui auto-consciente sobre o nosso sucesso, principalmente porque quero continuar evoluindo – quero manter essa coisa se movendo. Então eu olhei para o Paul como sendo milhas em minha frente. Você tem que entender, sendo um fã de Replacements foi um pré-requisito para qualquer garota que eu sempre datado. Então, claro eu caso com uma garota do nordeste de Minneapolis – Eu conheci ela na primeira turnê do Green Day, quando eu tinha 18 anos, e eu estava tentando descobrir que caminhos aqueles caras foram e onde eles tocaram. E vendo uma passarela pela primeira vez e em pé na frente da First Avenue, eu só queria experimentar essa coisa toda. Então eu primeiro conheci Paul – Eu não sei o que seria equivalente para Paul, talvez Keith Richards ou Johnny Thunders – mas para mim, eu estava encontrando o meu herói.

WESTERBERG: Eu me senti desse jeito encontrando com Keith, mas ainda mais com Bob Dylan. Nós não poderíamos sair do estacionamento do estúdio porque havia um carro no caminho, por isso, nós batemos na porta, como, “Alguém tire aquela merda de carro!” e Bob aparece com a cabeça para fora. Então, ele me convida para sair da sessão, enquanto alguns lacaios tiram o carro e começa a tocar-me o seu material novo como eu estou me cagando. Ele tinha Jakob com ele, que queria conhecer a banda. Estávamos sem palavras, nós não sabíamos o que falar, ele era um cara normal.

ARMSTRONG: Para se estar uma banda, você primeiro deve ser fã. Então, quando você encontrar as pessoas que você tem alguma coisa para dizer sobre como algumas músicas afetam eles, aquelas são as pessoas que estão conectadas. Eu ainda sou aquela mesma pessoa.

WESTERBERG: Nós podemos ser humilhados em uma fração de segundo, se a pessoa certa andar na sala. Eu montei um elevador com Pete Townshend uma vez, e eu não poderia mesmo reunir uma palavra. Olá não, não poderia encontrar o seu olho.

SPIN: O maior paralelo entro o Green Day e The Replacements, especialmente no começo da carreira de vocês, é provavelmente o mix de punk e humor. Billie Joe, você se lembra da primeira vez que o Replacements impressionou você?

ARMSTRONG: Muitos dos meus amigos eram hardcore, como Minor Threat e todos, mas aquelas bandas apenas levavam eles mesmo à sério. Minha irmã comprou para mim Rasputin Records em Berkeley e me deu dinheiro para comprar qualquer cd que eu quisesse. Eu voltei com esse álbum, que tinha, como, uma guitarra e um dragão, e minha irmã disse, “De jeito nenhum!”

SPIN: Era Yngwie Malmsteen?

ARMSTRONG: Eu não quero citar nomes. Então eu acho que eu tinha Let It Be e Sorry Ma, Forgot to Take Out The Trash. Eu tinha 14.

WESTERBERG: Droga, essa era a idade perfeita.

ARMSTRONG: Meus filhos tem 15 agora. O álbum do Replacements é a primeira coisa que ele alcançaram. E minha irmã me levou para vê-lo no Fillmore, acho que em 1987. Vocês todos estavam usando xadrez…

WESTERBERG: Aquela poderia ter sido qualquer noite, sério.

ARMSTRONG: E Tommy [Stinson] tinha um baixo Rickenbacker de cal-verde. Músicas como “If Only You Were Lonely”, era só Paul e a guitarra. Você nunca ouviu aquilo em punk, e era tão vulnerável.

WESTERBERG: Aquelas eram músicas que eu realmente não queria fazer para a banda, que eu queria guardar para mim mesmo. Mas é trabalho de produtor sentar na cadeira e escolher as melhores. Bob [Stinson] apenas queria estar na guitarra solo, então se aquilo não era uma opção, ele não tinha muito interesse. Uma vez, ele não estava na banda mais, era mais fácil fazer isso.

ARMSTRONG: Para mim, o momento foi quando nós fizemos Nimrod, que tinha “Good Riddance” — aquela foi realmente a primeira vez que nós tentamos uma balada. A primeira vez que nós tocamos aquela música durante um bis em Nova Jersey — eu tive que tomar uma cerveja nos bastidores para conseguir coragem. Eu sabia que íamos ter um tomates no rosto.

Leia mais sobre a conversa de Billie Joe e Paul na SPIN de Abril.

Veja o artigo em inglês e o vídeo aqui.

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